“Educai as crianças para que não seja necessário punir os adultos”

“Educai as crianças para que não seja necessário punir os adultos,” é com essa frase de autoria do matemático e filósofo grego, Pitágoras, que  contextualizo  o artigo desta semana ao abordar  a campanha de combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes.

 É importante a gente falar sobre esse assunto e ao mesmo tempo parabenizar aqueles municípios, que arregaçaram as mangas e realizaram diversas atividades durante a semana que antecedeu ao dia 18 de maio, que é o dia de mobilização nacional, estabelecido em razão de lembrar o fato ocorrido no ano de 1973, contra uma menina de 8 anos, da cidade de  Vitória,  quando foi sequestrada, violentada e cruelmente assassinada. Seu corpo apareceu seis dias depois, carbonizado e os seus agressores nunca foram punidos.

Mas ao mesmo tempo em que parabenizo alguns municípios, deixo registrado como algo negativo, aqueles que nada fizeram no sentido de promover atividades, afim de conscientizar a sociedade sobre a gravidade da violência sexual contra a vida de meninas e meninos.

Senhores, essa campanha  de combate abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes não deve ser lembrada apenas numa  semana, e sim, durante todo o ano,  haja visto, que esse tipo de crime é o que mais choca a população devido à frieza dos abusadores e pelo fato de ser aplicado em  vítimas frágeis e indefesas.

Diante desse cenário surgem questionamentos oportunos: De quem é a responsabilidade por esses abusos  sofridos pelas crianças e adolescentes? Como reparar os danos causados? Como avançar nas questões de punição e legislação sobre isso? Dos poucos dados que se conhecem sobre o assunto, fica evidente que os governos e os poderes constituídos precisam cada vez mais discutir e saber lidar com este problema.

Não quero  apenas atribuir responsabilidades às instituições governamentais. Penso que esse tipo de enfrentamento tem que ser de responsabilidade de todos nós, pois a própria Constituição Federal dispõe ser dever de todos, zelar pelo bem-estar de nossas crianças.

Portanto, que façamos a nossa parte. No caso de observar movimentação estranha que levamos ao conhecimento das autoridades, fazendo isso por meio  do “Disque 100”, e junto com a família e as instituições de apoio, buscar  novas politicas   que sejam eficientes para coibir que mais crianças sejam aliciadas por abusadores, afim de garantir que o nosso  Brasil saia desse quadro absurdo e passa a ser um país de respeito e dignidade.

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