O preço do diesel

O governo federal optou por cancelar R$ 3,82 bilhões de dotações orçamentárias para atender a politica de redução do diesel, pelo menos é o que se especula na grande mídia, inclusive com cortes de recursos das áreas da Saúde e da Educação para ajustar  o preço  do combustível, de acordo com  reivindicações dos caminhoneiros.

Para isso se propõe o cancelamento de programa de fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS),concessão de bolsas, aquisição de áreas para reforma agrária e policiamento nas rodovias.

Senhores, não é possível negar a necessidade de o governo promover um ajuste urgente no preço do óleo diesel, incluindo também nesse rol  a gasolina , e é preciso encontrar um meio para resolver essa situação. Mas penso que isso não deve ser feito à custa das necessidades estratégicas da sociedade como um todo.

Cortar recursos das áreas de saúde, por exemplo, significa na realidade, mais sofrimento e mortes de pessoas. Deixar de investir no setor educacional é promover o retrocesso, bem como, tirar recursos da aquisição de áreas para reforma agrária, da segurança nas rodovias, enfim.

Como podemos almejar uma saúde de qualidade, uma sociedade mais instruída, menos violenta, com essas decisões?  Por isso, gente!  Cresce a importância da participação da sociedade no processo decisório de uma nova politica para os combustíveis.

É imprescindível um debate amplo nesse sentido com vistas a definir os rumos do petróleo do nosso país.  Acompanhando uma entrevista do professor da Coppe/UFRJ, ele citava que a logística  para distribuir gasolina no Maranhão, por exemplo, pode ser mais vantajoso importar de alguma refinaria norte-americana da região do Golfo do México do que trazer o combustível do Sudeste do Brasil.

É claro e notório que alguma coisa está errada e medida urgente precisa ser adotada para que a população brasileira não tenha que continuar pagando um preço tão alto nos combustíveis.

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