“Segurança sem liberdade é escravidão; liberdade sem segurança é caos…”

Ao falar da situação da segurança pública no Rio de Janeiro,  lembro-me  de uma frase de um pensador,  que diz: “Há dois fatores indispensáveis a uma vida satisfatória e relativamente feliz. Um é segurança e o outro é liberdade. Você não consegue ter uma vida digna na ausência de um deles. Segurança sem liberdade é escravidão; liberdade sem segurança é caos… É verdade!  Tanto que um  levantamento feito pelo Datafolha,  divulgado no final do ano passado, mostrou que 72% dos moradores do Rio de Janeiro iriam embora da cidade por causa da violência.

De acordo com a pesquisa, a vontade de sair do Rio é majoritária em todas as regiões e faixas socioeconômicas. Gente! Estamos falando de um levantamento feito antes da intervenção federal. Uma matéria publicada mês passado no Jornal Folha de São Paulo, trouxe dados que demonstra realmente, que a estrutura de segurança pública no Rio de Janeiro é algo fora da realidade. E não precisa ser especialista para entender a matemática. Para você ter uma ideia em 2014, segundo a matéria, a Polícia Militar do Estado contava com um efetivo de 43.538 policiais para o trabalho de rua.

Porém desse contingente, apenas 60% estavam disponíveis para o policiamento, já que 2.155 estavam cedidos a outros órgãos, 3,436 não estavam aptos para o serviço de policiamento por razões de saúde e 10.100 policiais estavam  dedicados a atividades meio na própria policia.

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Férias e afastamentos diversos consumiam 1.600 policiais. Se considerarmos ainda o turno padrão de 24h.  de trabalho por 72h. de folga, os 26.247 policiais aptos para o policiamento são transformados em apenas 6.560 por dia para todo o Estado. Depois vem mais a questão das aposentadorias precoces,  que é em  média aos 50 anos de idade.

 Com isso senhores, o resultado  é que a folha de pagamento  da Polícia Militar do Rio passou dos R$ 12 bilhões  em 2017, levando em consideração o total de salários, pensões e aposentadorias.  Olha! O que acontece no Rio de Janeiro hoje é resultado desse  quadro agudo de incompetência, aliado ao  desmazelo e alimentado por  uma chaga antiga, onde  bilhões de recursos foram  desviados ao longo do tempo,  que culminou com a gravidade de uma estrutura já doente.

Agora, o governo brasileiro cria  Ministério da Segurança Pública. Tomara que na prática essa ação consiga trazer resultados para a nossa população, porque o  crime organizado  não só no Rio de janeiro, mas no Brasil inteiro  não pode permanecer com a força que está aí. Por causa da atuação dos criminosos, nós brasileiros estamos perdendo um dos nossos direitos fundamentais, que é o de ir e vir, diga se de passagem, garantido pela Constituição Federal.

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