“Cada Retrocesso uma Punhalada”

“Podemos examinar cada retrocesso como uma punhalada fatal sobre os nossos sonhos, ou podemos aprender com os altos e baixos, e assim ver acontecer às realizações dos nossos sonhos se tornarem muito mais valiosa em função dos desafios que temos que enfrentar”. É com essa frase do nobre escriba,Teco Nicolau, que ilustro esse artigo, falando sobre o  descontrole nos preços dos produtos e consequentemente a desvalorização da moeda brasileira, que  tem surtido efeito negativo na vida das pessoas, principalmente naquelas famílias mais carentes espalhadas pelo o país afora.

 O plano de saúde fica cada vez mais caro e mais rígido, e os  dados da Agência Nacional  Suplementar confirma  uma grande migração  de usuários em razão dos preços. Para você ter uma ideia de 2014 e junho de 2016, cerca de 2 milhões de pessoas deixaram de ser beneficiárias de planos de saúde. É óbvio que essas pessoas não deixaram de ter problemas. Simplesmente elas estão buscando atendimento na rede de  saúde pública, onde a situação é trocentas vezes pior.

Distante do verdadeiro propósito de sua criação, o SUS que tinha como base os princípios da universalidade, integralidade e equidade, visando garantir a todos os brasileiros acesso ao sistema de saúde, sem qualquer forma de distinção, por meio de um atendimento integral em todas as áreas e especialidades necessárias no que tange a prevenção e o tratamento de doenças do nascimento à velhice, se encontra na UTI há muito tempo.

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Só não vê quem não quer ou quem não frequenta uma unidade de saúde ou hospital público. Mas voltando a falar sobre a desvalorização da moeda e do retrocesso na vida financeira das famílias menos favorecidas, uma reportagem publicada na semana passada no Portal El País, trouxe um levantamento da ActionAid Brasil indicando  que nos últimos três anos, o país voltou ao patamar de 12 anos atrás no número de pessoas em situação de extrema pobreza. Ou seja, mais de 10 milhões de brasileiros estão nessa condição e um dos fatores geradores dessa lástima social é o grande vilão chamado desemprego.

 Segundo o IBGE, o número de desempregados no Brasil nos três primeiros meses de 2018 foi de 13,7 milhões de pessoas. Não sou pessimista, mas às vezes olho para os quatro cantos desse país e chego sempre ao mesmo denominador: A falta de perspectiva em nossa economia. O que vejo é insegurança alimentar se agravando cada dia mais. Basta andar pelas ruas ou passar pelos pontos mais movimentados das nossas cidades, que logo deparamos com pessoas pedido dinheiro para comer. Esse mapa da fome é um pesadelo para o Brasil e um sinal da falta de compromisso do país com a implementação das estratégias e objetivos do desenvolvimento sustentável.

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